Dedicatória a Diego Gracia

*Por José Fernández Tejada

É com muito respeito e alegria que dedicamos este blog sobre X. Zubiri a Diego Gracia. Desde 1993 ele nos sugeriu, em carta assinada, que juntássemos os nossos trabalhos e mandássemos para a Fundação de Madri. A finalidade era divulgar mais e melhor o pensamento zubiriano. Não o fizemos, porque estávamos despreparados e como desorientados ainda, não amadurecidos suficientemente. Diego Gracia sempre nos recebeu e atendeu com seu sorriso e carinho na sua sabedoria socrática de amicus veritas.

José Fernández Tejada e Diego Gracia (Foto de arquivo)

Esteve no Brasil em vários congressos de Bioética, pelo que sabemos desde 2001 em Brasília. Quando estivemos no Congresso sobre Bioética em Florianópolis (2013), vimos isso presencialmente. Estava sempre em lugar de destaque e querido por todos os organizadores e assistentes. Assistiu à palestra de Tadeu. E conversamos um bom tempo diretamente com ele. Contudo, não tivemos forças para seguir seu pedido zubiriano, pois não era bem estudado e valorizado. Não era o tempo ainda. Sempre nos sentíamos como que incompreendidos pela estranha proposta de Zubiri.

Hoje, com orgulho de todos os nossos investigadores brasileiros zubirianos, dedicamos a sua pessoa este blog da Presença de Zubiri no Brasil. Ele se sentirá feliz e usufruindo o poder do real no Brasil, como ele resumiu a proposta de Xavier Zubiri. Gracia e seus colegas acompanharam e possibilitaram o mestre Zubiri no seu constante amadurecimento, a partir do nó a desatar de Sobre la esencia e entender o giro metafísico contido nela e suas exigências, para dar-nos a elaboração da inteligência senciente, como método e caminho de expandir esse poder do real. E até hoje, e com mais força e meios, o continuam fazendo.

Diego Gracia em congresso sobre Bioética em Florianópolis, em 2013 (Foto de arquivo)

Diego nos acompanhou o tempo todo. Nos animou no “fundo do buraco”, em 2016, fazendo prontamente o Prefácio para o livro O que é a Inteligência? Filosofia da Realidade em Xavier Zubiri. E junto com ele, não podemos deixar de lembrar o apoio incondicional de nosso tutor Carlos Pose do curso on-line de Introduccíon al pensamiento de Zubiri, fazendo a Apresentação do livro. D.

Gracia em 2017 concedeu entrevista a Felipe Cherubin sobre sua especialidade em bioética para o Estadão, (‘A ética do século 21 é a bioética’, afirma filósofo espanhol Diego Gracia‘. Cad. Aliás) e Cherubin assim o agradecia: “Sobre Gracia… Ele nos põe a pensar, provoca, desmistifica aquele ar do intelectual hermético, arrogante, inacessível e mostra toda sua prontidão e generosidade para acolher inquietos como nós”.

No meio da pandemia do Covid-19, quando o felicitamos o Natal, e falamos da intenção deste blog, de novo nos animou neste tempo doloroso de cada um e da humanidade: “Obrigado, pela tua carinhosa lembrança. Uma das consequências positivas desta pandemia é que nos obriga a todos a utilizar os programas de videoconferência, com o que podemos estar mais próximos, por mais que nos separem grandes distâncias. Feliz Natal. Um forte abraço”. Sim, D. Gracia, sempre nos sentimos mais próximos com a presença carinhosa de sua pessoa: comungando com o real e nos comunicando.

Na sua pessoa especial, queremos agradecer a todos os dirigentes especiais – Antonio González, Marta Lladó e Elisa, nossa amiga de contatos firmes e carinhosos – e zubirianos investigadores do mundo inteiro, envolvidos na vida da Fundação e de serem sensíveis a todos os que se encantaram com Zubiri. A todos, nossa alegria e muito obrigado. Agora podemos falar como brasileiros: “Zubiri veio para ficar”, e todos nós o fizemos possível. Parabéns a todos. E desejamos, parafraseando Gracia: “os primeiros beneficiados seremos nós brasileiros”.

Encontro com Antonio González, responsável pelas edições das obras de Zubiri (Foto de arquivo)
Com a secretária Elisa, nossa amiga de contatos firmes e carinhosos (Foto de arquivo)

Com o assassinato em Sán Salvador de Ignácio Ellacuria (1989), (cuja foto vemos no quadro na direita), D. Gracia assumiu só a direção, até hoje, da Fundación Xavier Zubiri de Madrid. Sempre foi a menina dos olhos e a fornalha do filosofar de Zubiri e o continua sendo de Gracia e todos os pesquisadores zubirianos. Nossa homenagem a D. Gracia, junto ao mestre Xavier Zubiri, para que continue vivendo sua juventude de amicus veritas.

Zubiri com Diego Gracia, codiretor do Seminário Xavier Zubiri, em 1978

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