Endereços eletrônicos da vida das Fundações de X. Zubiri

*Por José Fernández Tejada

Inicialmente, oferecemos o endereço eletrônico enriquecedor da fundação de Madri: www.zubiri.net. Desde 1993 estamos, com altos e baixos, em contato. Ele é como a nossa placenta mãe. Nele podemos pedir informações sobre cursos e atividades, presenciais ou on-line sem custos, e acompanhar de perto o Seminário de Investigação e outras atividades, incluído o Index zubirianus. Vale a pena esse contato para manter-nos mais cativados e bem informados. E unidos na mesma tarefa filosófica. Desde os primeiros anos que mandamos nossos trabalhos para a Fundação, o presidente Diego Gracia -médico e filósofo– sonhou para o Brasil, que enviássemos a cada semestre as nossas elaborações. Depois de tanto tempo, e sempre motivados por ele, temos certeza que ele está realizando esse sonho.

Frequentemos rotineiramente esta página, pois nos oferece de forma alegre e principalmente dinâmica, a vitalidade, tanto de reflexão profunda das obras de Zubiri, como de suas prolongações e aplicações. Hoje temos a grata satisfação de poder participar do Seminario de Investigación e Análisis de Textos (via telemática) todas as sextas-feiras. Acessemos sempre essa página de enriquecimento filosófico.

Na fundação americana: www.zubiri.org, podemos acessar a singular The Xavier Zubiri Review, desde 1998. Thomas Fowler, seu presidente, matemático de profissão e filósofo, lembra magistralmente a empreitada zubiriana: “O trabalho de Xavier Zubiri abrange a ciência moderna, bem como áreas tão diversas como linguística, psicologia, neurologia e teologia. A abordagem de Zubiri é sempre analisar os problemas que as abordagens anteriores geraram e, em seguida, penetrar um nível mais profundo para entender o que deu errado e como uma solução melhor poderia ser encontrada.  Assim, ele desenvolve sua filosofia de inteligência senciente, que fundamenta qualquer metafísica ou epistemologia possível” (julho 2008).

 REVISÃO DE XAVIER ZUBIRI

Uma publicação da Fundação Xavier Zubiri da América do Norte. Um jornal eletrônico e impresso. ISSN 1538-5795.


Volume 1, 1998Volume 6, 2004Volume 11, 2009
Volume 2, 1999Volume 7, 2005Volume 12, 2010-2012
Volume 3, 2000-2001Volume 8, 2006Volume 13, 2013-2015
Volume 4, 2002Volume 9, 2007Volume 14, 2016-2018
Volume 5, 2003Volume 10, 2008Volume 15, 2019-2021

…”A Review está solicitando artigos e artigos para seu próximo volume. Os tópicos possíveis incluem, mas não estão limitados a: os artigos podem estar em qualquer idioma, embora se dê preferência ao inglês e ao espanhol. Para submeter um artigo, por favor, envie-o diretamente ao Editor via e-mail: editor@zubiri.org (preferencial) ou por correio normal: Editor, Xavier Zubiri Review. Xavier Zubiri Foundation of North America, 1571 44th Street, NW. Washington, DC 20007. EUA”.

Esta Fundação é a menina dos olhos de T. Fowler, que fundou e é responsável dela e desta página. Especialmente convidamos a ler esta fonte e colaborar com nossos trabalhos a consagrada entrevista zubiriana em The Xavier Zubiri Review.

O nosso contato para dialogar: joseftejada.39@gmail.com

Procuramos comentários, discordâncias e conflitos, textos e sugestões. “Zubiri veio para ficar” na nossa terra, como desejou Jhoatas Soares Bello no prefácio de “Natureza, História, Deus” em 2010.

Endereço físico da Fundação: Calle Nuñez de Balboa 90, 5°. Madrid. 28006 (Perto do Parque do Retiro). Tel.: 914315418.

Sobre o prédio da Fundação de Madri: “O lugar onde atualmente encontra-se a FXZ é o antigo apartamento onde moraram Zubiri e sua esposa Carmen, durante 40 anos. As salas estão quase como ele as deixou. Conservamos sua biblioteca pessoal completa. Visita-nos e forma parte de um ambiente pronto para filosofar”.

La Fundación reúne a profesionales, académicos, investigadores y estudiantes especializados no sólo en filosofía sino también en las ciencias médicas, físicas, biológicas y humanas en general”. 

Vemos na foto embaixo, nessas mesmas salas e biblioteca do apartamento de Zubiri, esse ambiente dinâmico do trabalho do Seminário de Investigação e de Análises de Textos constantes e dos cursos oferecidos. (Em total são mas de 50 inscRitos pARA DEBATER). Desejamos juntar-nos assim: estudando, interpretando, criticando, ampliando e aplicando o foco luminoso da luz do real: do poder do real.

Foto: Reprodução internet
“Cursos con inicio en febrero de 2021:

Presencial + virtual: Introducción a la filosofía de Zubiri (varios profesores)

Presenciales:

Razones del corazón (prof. Diego Gracia)

Introducción a la filosofía judía (prof. Antonio González)

Ciclo de Historia de la filosofía: 1° Los griegos somos nosotros (varios profesores)

Seminario de estética: arte contemporáneo (prof. Víctor Tirado)

La Fenomenología del Espíritu de Hegel (prof. Ángel González)

Virtuales:

Otoño 2020 (octubre-noviembre):

Próximas sesiones:

  • 2 de octubre 2020: «¿Realismo zubiriano? A propósito de un diálogo entre Ignacio Ellacuría y Xavier Zubiri», por Ángel González.
  • 6 noviembre 2020: «El camino del ser – III», por Alfonso García Nuño.
  • 4 diciembre 2020: «La causalidad formal en Zubiri», por Antonio González.
  • 15 enero 2021: «Zubiri… el filósofo para repensar la sociedad en tiempos de pandemia», por Ricardo Espinoza.
  • 5 Febrero 2021: «Un asunto pendiente: las notas sistemáticas», por Carlos Sierra-Lechuga.
  • 5 marzo 2021: «Inteligencia artificial e inteligencia corporal», por Jesús Conill.
  • 9 abril 2021: «¿Qué es realmente un percepto?», por Javier Ruiz Calderón.
  • 7 mayo 2021: «Zubiri y Suárez: ¿la esencia como concepto objetivo?», por Víctor Tirado.
  • 4 junio 2021: «De la cosa real a la realidad de las cosas» por Jesús Ramirez Voss”.
  • Acompanhemos com frequência esse palpitar zubiriano.

Observação a termos presente: Nas fotos com Antonio e Elisa, publicadas na Dedicatória a Diego Gracia, podemos apreciar a mesma biblioteca, que revela o valor (quase avarento) de Zubiri pelos livros, procurando neles a pista filosófica de sua inaudita e singela inspiração. Contudo, vemos uma mesa meio tosca e pequena, na qual ele leu os autores e escreveu suas fichas (quase ilegíveis par os outros) dos numerosos cursos e as demais obras. Nessas fotos faltam a famosas “butacas” (poltronas, também guardadas e usadas até hoje), onde ele na “solidão sonora” relia e elaborava os passos de seu constante e inacabado amadurecimento. Sua mulher conta que várias vezes teve que sacudi-lo e oferecer uma xícara de café, porque ficava nela tão inerte, na busca de seu pensamento, que parecia morto.

É interessante ressaltar que sua leitura buscadora sempre foi assim, tanto depois dos cursos que fazia e, como não, nos três anos que se aprimorou na Alemanha. A esposa Carmen conta a história daquela mesa que aparece nas fotos, quando tiveram que fugir de Roma para Paris, por causa da ligação de Franco com Mussolini. Carmen revela que, recém-casada, já em Paris, para ajeitar tantos livros improvisou uma estante feita de madeiras de produtos de armazém. Zubiri ficou entusiasmado e um dia trouxe uma mesa, que comprou de um vendedor de peixes, para ele estudar. Como podemos reparar, a mesa é sóbria e robusta, como ele Zubiri, e sua filosofia, feita de “haya”, uma madeira nobre da Europa para marcenaria. Ele viu que precisava melhorá-la. Quando de sua volta para Madri, em 1938, levou-a de trem, junto com caixas de livros. Hoje, ela é a mesa central – símbolo da Fundação – cheia de livros, cópias, correções e revisões, é a fornalha de toda a elaboração zubiriana com surpresas ainda guardadas, como também é o centro de todos da Fundação de Madri, para seguir aprofundando no real e entender os passos do caminho senciente.

“Zubiri era implacável nos seus escritos e não estava disposto a que se publicasse algo que não estivesse dentro do que acreditava ser a verdade e a expressão mais exata da verdade; daí a inconformidade permanente com sua própria tarefa ao perceber que a verdade entrevista escapava-lhe em parte na hora de plasmá-la em conceitos; daí também, a perseguição dos problemas até ficar exausto”. (I. Ellacuria).

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